Ypê: Nikolas Ferreira propaga mais uma fake news
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) foi às redes nesta semana em mais uma tese mentirosa e estapafúrdia. Desta vez, ele inventa uma teoria da conspiração sem precedentes que envolve a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Ypê e a Minuano dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Suas mentiras bateram forte no bolsonarismo e alguns de seus seguidores chegaram até mesmo a beber detergente
A declaração do deputado sobre uma suposta ação da Anvisa para favorecer os irmãos Batista, donos da concorrente Flora, em meio à suspensão de produtos da Ypê, mistura fatos confirmados com acusações sem fundamento.
A Anvisa determinou, no último dia 7 de maio, a suspensão da fabricação e o recolhimento de diversos produtos da marca Ypê, incluindo detergentes, lava-roupas e desinfetantes pertencentes a lotes terminados com o número “1”. A decisão ocorreu após a identificação de falhas graves no controle microbiológico em uma unidade da empresa localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
Bactéria que pode causar infecções
Segundo a Anvisa, havia risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, micro-organismo que pode causar infecções, especialmente em pessoas com imunidade comprometida. A agência afirmou que a medida teve caráter preventivo e sanitário, voltado à proteção do consumidor.
O caso não é isolado. Em novembro de 2025, a própria Ypê já havia promovido um recolhimento voluntário de produtos após identificar problemas semelhantes relacionados ao controle de qualidade microbiológica.
Nas redes sociais, Nikolas Ferreira afirmou que a medida teria sido articulada para beneficiar os irmãos Batista, controladores da Flora — fabricante de produtos de limpeza concorrentes da Ypê, como a marca Minuano. No entanto, o deputado não conseguiu apresentar nenhuma prova que sustente a sua acusação de favorecimento econômico ou político.
Critérios técnicos
A Anvisa também negou qualquer motivação externa na fiscalização e reforçou que as ações foram baseadas exclusivamente em critérios técnicos e sanitários. Fiscais do órgão destacaram que o processo de inspeção segue protocolos rígidos de segurança do consumidor.
Outro ponto distorcido nas publicações foi a alegação de que a Ypê teria sido “interditada”. Na prática, a decisão da agência atingiu apenas produtos específicos de determinados lotes, e não toda a operação da empresa ou todas as suas fábricas.
Após recorrer da decisão, a Ypê conseguiu suspender temporariamente parte das medidas impostas pela Anvisa. Apesar disso, a agência manteve o alerta sanitário sobre os lotes afetados enquanto o caso segue em análise.
Fonte: Msn



