Mortes em Hong Kong vão a 65 após incêndio; 62 pessoas estão presas nos prédios
O governo de Hong Kong anunciou a criação de um fundo de auxílio às vítimas que já reúne US$ 38 milhões em doações de entidades e empresas. Na manhã desta sexta, voluntários estavam rejeitando doações de roupas e mantimentos para as vítimas resgatadas, dado o volume de material doado em um abrigo provisório em uma escola próxima do local do incêndio.
Na quinta, o Corpo de Bombeiros disse ter recebido relatos de que um incêndio havia começado em Wang Fuk Court, o complexo habitacional composto por oito blocos, com quase 2.000 unidades residenciais, próximo à divisa do território autônomo chinês com o restante da China. O complexo residencial é parte de um programa de subsídios para casa própria do governo local e foi inaugurado em 1983.
Hong Kong é um dos últimos lugares do mundo que ainda usa o material para esse tipo de estrutura de construção civil. Citando questões de segurança, o governo anunciou em março deste ano o início de uma eliminação gradual do bambu em andaimes.
Embora o risco de chamas não tenha sido citado como motivo para a medida, houve pelo menos três incêndios envolvendo andaimes de bambu este ano, segundo a Associação para os Direitos das Vítimas de Acidentes de Trabalho em Hong Kong.
Trata-se do incêndio mais mortal na cidade desde em novembro de 1996, quando chamas causadas por uma soldagem durante reformas internas em um prédio comercial no distrito de Kowloon mataram 41 pessoas. Na época, uma investigação resultou em amplas atualizações nos padrões de construção e nas normas de segurança contra incêndio em prédios comerciais, lojas e residências.
Com Reuters e AFP



