Eclipse solar mais longo do século se aproxima, terá mais de 6 minutos e não se repetirá por 157 anos
Fenômeno deve escurecer o céu por mais de seis minutos e poderá revelar estrelas e planetas em plena luz do dia
O eclipse solar total mais longo do século XXI já tem data marcada e deve mobilizar observadores em diferentes partes do mundo. Previsto para ocorrer em 2 de agosto de 2027, o fenômeno terá duração máxima de cerca de seis minutos e 23 segundos, período em que o dia se transformará temporariamente em noite em regiões específicas do planeta.
Segundo especialistas, o evento não deverá se repetir com características semelhantes por mais de um século. A expectativa é maior em países europeus, especialmente na Espanha, onde o eclipse será visível em condições privilegiadas e deve atrair grande público. Informações da agência EFE indicam que o País Basco, sobretudo a província de Álava, aparece entre os locais mais favoráveis para a observação.
Ao longo do fenômeno, a faixa de visibilidade será restrita. O eclipse poderá ser visto com maior intensidade no Norte da África, no Oriente Médio e em partes da Europa, incluindo regiões da Península Ibérica, além de áreas como Groenlândia e Islândia.
Fenômenos raros durante a escuridão
Durante a fase de totalidade, o céu deve escurecer a ponto de permitir a visualização de estrelas e até de alguns planetas. Entre os efeitos mais aguardados estão as chamadas “Pérolas de Baily”, pontos de luz que surgem quando os raios solares passam por irregularidades da superfície da Lua, e o chamado “Anel de Diamante”, quando resta apenas um feixe luminoso intenso antes da cobertura total do Sol.
Esses efeitos são breves, durando poucos segundos, mas considerados alguns dos momentos mais marcantes do eclipse. A combinação entre longa duração e condições específicas de alinhamento torna o evento de 2027 um dos mais relevantes do século para a astronomia observacional.
Para acompanhar o fenômeno com segurança, especialistas recomendam o uso de óculos próprios para eclipse durante todas as fases, exceto no curto período de totalidade. A observação direta sem proteção pode causar danos permanentes à visão.
Apesar da raridade do evento, o calendário astronômico seguirá com outros registros nos anos seguintes. Em 2028, por exemplo, está previsto um eclipse parcial, integrante de uma sequência menos frequente de fenômenos desse tipo.
Fonte: Globo.com



