Ministério Público recorre da decisão que absolveu réus por incêndio no Ninho do Urubu, do Flamengo

Caso aconteceu em fevereiro de 2019 e provocou a morte de dez adolescentes Para os promotores, a tragédia foi resultado de uma série de negligências e omissões

Ministério Público recorre da decisão que absolveu réus por incêndio no Ninho do Urubu, do Flamengo
Fotos das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo - Reprodução
SÃO PAULO

O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da decisão judicial que absolveu os sete réus acusados pelo crime de incêndio culposo ocorrido no Ninho do Urubu, como é conhecido o Centro de Treinamento Presidente George Helal, que pertence ao Flamengo.

O incêndio, em fevereiro de 2019, provocou a morte de dez adolescentes e causou lesões corporais em outros três. Todos eram jovens atletas do clube e estavam alojados no local.

O recurso é assinado por promotores do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal) e da Promotoria de Justiça junto à 36ª Vara Criminal da Capital.

Segundo os promotores, a tragédia foi resultado de uma série de negligências e omissões por parte de dirigentes, engenheiros e responsáveis técnicos, que tinham o dever de garantir condições seguras de alojamento, o que caracteriza culpa consciente.