Quaest: preocupação dos brasileiros com violência dispara após megaoperação
Levantamento ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9 de novembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos
A preocupação dos brasileiros com a violência disparou após a megaoperação que deixou 121 mortos — entre eles, quatro policiais — no Rio de Janeiro em outubro, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (12).
Para 38%, a violência é a maior preocupação em relação ao Brasil atual. O índice é o mais alto desde outubro de 2024. Em relação à última rodada do levantamento, publicada em outubro, houve um aumento de oito pontos percentuais neste número.
Foram ouvidas 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Em 28 de outubro, uma megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro foi realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. A ação se tornou a mais letal na história do país, com 121 mortos — todos homens. Entre as vítimas, dois policiais militares e dois civis.
Tema interrompe "lua de mel" com governo Lula, avalia CEO
Na avaliação do CEO da Quaest, Felipe Nunes, "a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente" — isto é, aquele que não se identifica nem como "lulista", ou de esquerda, nem como "bolsonarista", ou de direita.
A pesquisa de hoje aponta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50% dos brasileiros. Ao mesmo tempo, 47% dizem aprová-lo.
"É inegável que a preocupação com a violência escalou e pautou o debate nas últimas semanas, atraindo atenção e olhares para o tema", analisa Nunes.
1/ Genial/Quaest: aprovação ao governo Lula interrompe tendência de alta e fica estável neste mês - aprovação vai de 48% para 47% - e a desaprovação sai de 49% para 50%.
— Felipe Nunes (@profFelipeNunes) November 12, 2025
Segue o fio… pic.twitter.com/S3hBsd8Ndz
Fonte: CNN



