Limite dos 12 jogos: veja quem não pode mais trocar de time dentro da Série A do Brasileirão
Brasileirão completa 13 rodadas, com alguns jogadores ultrapassando a marca que permite a mudança de clube dentro da competição
O novo regulamento do Campeonato Brasileiro em 2026 dobrou o limite de seis para 12 partidas para que um jogador possa trocar de clube dentro da competição. Com isso, o encerramento da 13ª rodada já selou o destino de diversos atletas, que não podem mais se transferir para outros clubes dentro da Série A.
A decisão da CBF tem como principal justificativa o calendário atípico de 2026. Com o Campeonato Brasileiro iniciado ainda em janeiro, o entendimento foi de que o antigo limite era excessivamente restritivo.
Antes, em pouco mais de um mês de competição, muitos jogadores já atingiam o teto de partidas, o que acabava reduzindo possibilidades de negociação. Desta forma, em alguns casos, deixava atletas sem utilização ao longo do restante da temporada.
Com 38 rodadas previstas até o fim do ano, a mudança busca dar mais dinamismo ao mercado nacional. A ideia é permitir que clubes avaliem melhor o desempenho de seus elencos dentro de campo antes de tomar decisões mais definitivas, abrindo espaço para ajustes técnicos ao longo da competição.
Neste cenário, Palmeiras e Athletico despontam como os clubes com maior número de jogadores já "travados" para transferências dentro da Série A. Cada um tem quatro atletas que chegaram ao 13º jogo, participando de todas as rodadas disputadas até aqui.
No time paranaense, nomes como Kevin Viveros, Portilla, Santos e Steve Mendoza já não podem atuar por concorrentes diretos. Já no clube paulista, a lista inclui Allan, Andreas Pereira, Carlos Miguel e Flaco López.
A nova regra, no entanto, trouxe um efeito colateral importante. Se antes o limite baixo acendia um alerta precoce, agora os clubes ganham mais tempo para decidir, mas também correm o risco de "prender" ativos valiosos no elenco.
Com a próxima janela de transferências abrindo apenas em 20 de julho, cada escalação passa a ter impacto não só esportivo, mas também financeiro.
Esse novo contexto transforma minutos em campo em decisões estratégicas. Utilizar ou preservar um jogador pode significar manter aberta — ou fechar de vez — a possibilidade de uma negociação milionária dentro do futebol brasileiro. Um exemplo claro dessa situação envolve Hulk, do Atlético-MG.
Aos 39 anos, o atacante entrou no radar do Fluminense como possível reforço para o segundo semestre. No último fim de semana, diante do Flamengo, o camisa 7 não foi relacionado e permaneceu com 12 jogos no campeonato. Caso tivesse atuado, atingiria a 13ª partida e ficaria impossibilitado de se transferir para outro clube da Série A em 2026.
Enquanto alguns times já lidam com esse tipo de dilema, outros conseguiram administrar melhor o elenco até aqui. Oito clubes ainda não extrapolaram o limite de jogos com seus atletas: Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Mirassol e Vitória, todos com um jogo a menos no Brasileirão, com 12 partidas disputadas, além de Bragantino e Santos.
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Hulk; Atlético-MG x Flamengo — Foto: Pedro Souza / Atlético-MG
Lista dos atletas que já completaram 13 jogos:
- Athletico: Kevin Viveros, Juan Portilla, Santos e Steve Mendoza
- Palmeiras: Allan, Andreas Pereira, Carlos Miguel e Flaco López
- Atlético-MG: Everson, Tomás Cuello e Victor Hugo
- Coritiba: Lucas Ronier, Pedro Rocha e Vini Paulista
- Grêmio: Carlos Vinícius, Cristian Pavón e Weverton
- Internacional: Bruno Gomes, Rafael Borré e Johan Carbonero
- Remo: Alef Manga, Marcelo Rangel e Marllon
- Cruzeiro: Christian e Matheus Henrique
- Fluminense: Fábio e Kevin Serna
- Vasco: Léo Jardim e Robert Renan
- Corinthians: Rodrigo Garro
- São Paulo: Rafael
Fonte: Globo Esporte



