Polícia vai apurar se houve negligência da mãe após criança morrer ao cair de prédio em Manaus, diz delegado

Vítima tinha 11 anos de idade e caiu do quinto andar de uma das torres do condomínio Life Parque Dez. No momento do acidente, ele estava sob cuidados da irmã de 14 anos.

Polícia vai apurar se houve negligência da mãe após criança morrer ao cair de prédio em Manaus, diz delegado
Criança morre após cair de prédio em Manaus — Foto: Foto: William Duarte/Rede Amazônica

A Polícia Civil do Amazonas vai investigar possíveis negligências cometidas pela mãe da criança de 11 anos que morreu após cair do quinto andar de um prédio residencial em Manaus, nesta terça-feira (30). A informação foi confirmada pelo delegado Gerson Oliveira, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em entrevista à Rede Amazônica.

O acidente aconteceu por volta das 9h em uma das torres do condomínio Life Parque 10, situado no bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus. A perícia confirmou que a vítima caiu da varanda do apartamento onde a criança morava com a mãe e a irmã, de 14 anos. Segundo a polícia, o local possuía rede de proteção, mas estava rompida.

O delegado também informou que, no momento do acidente, a mãe da criança estava em uma consulta médica e deixou o filho, que tinha Transtorno do Espectro Autista (TEA), sob os cuidados da irmã adolescente, sem nenhum adulto no imóvel.

"A gente vai apurar todas as circunstâncias e averiguar se houve negligência da parte da mãe, mas os pais sempre respondem pela segurança dos filhos", pontuou Gerson.

Ainda segundo o delegado, a irmã da vítima não soube informar como a criança caiu. Ela deve ser ouvida nos próximos dias para ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.

Gerson informou ainda que vizinhos já teriam visto a criança subindo na janela do apartamento e se colocando para o lado de fora.

"Já havia imagens, no passado, de outras ocasiões em que a criança foi vista subindo nas janelas e se colocando do lado de fora, com perigo de cair. Então, era uma situação que não ocorria pela primeira vez. Ele era uma criança que tinha transtorno do espectro autista, então isso é um fator que contribuiu para esse comportamento", disse.

Por meio de nota, a PC-AM informou que as equipes policiais seguem em processo de apuração, trabalhando para reunir o máximo de informações possíveis sobre o ocorrido e que não podem dar mais detalhes sobre o caso.

O Condomínio Life Parque 10 divulgou uma nota de pesar, se solidarizando com a família, mas ressaltou que, para evitar exposição ou julgamento, não vai se pronunciar sobre o caso.

G1