Cidade de São Paulo bate recorde de feminicídios em 2025

Dados da SSP mostram que, até outubro deste ano, capital registrou 53 casos; número é o maior da série histórica iniciada em 2015

Cidade de São Paulo bate recorde de feminicídios em 2025
Levantamento aponta aumento de ocorrências de feminicídio no ano de 2025 • Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

A cidade de São Paulo registrou, de janeiro a outubro de 2025, o maior número de casos de feminicídio desde o começo da séria histórica iniciada em 2015. Somente neste ano, foram 53 casos.

Os dados são disponibilizados no Portal da Transparência da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo).

De acordo com a insituição, os dados de feminicídios são referentes aos casos nos quais a agravante prevista no Código Penal foi incluída pela polícia entre as naturezas constantes do respectivo Boletim de Ocorrência.

Veja os dados abaixo:

  • 2025: 53 casos (de janeiro a outubro)
  • 2024: 42 casos de janeiro a outubro (51 no ano)
  • 2023: 31 casos de janeiro a outubro (38 no ano)
  • 2022: 31 casos de janeiro a outubro (41 no ano)
  • 2021: 29 casos de janeiro a outubro (33 no ano)
  • 2020: 30 casos de janeiro a outubro (40 no ano)
  • 2019: 36 casos de janeiro a outubro (44 no ano)
  • 2018: 25 casos de janeiro a outubro (29 no ano)
  • 2017: 26 casos no ano
  • 2016: 13 casos no ano
  • 2015: 6 casos no ano (ano em que o crime começou a ser contabilizado)

  • Ao todo, o estado de São Paulo teve, de janeiro a outubro deste ano, 207 casos de feminicídio, com 101 registros no interior, 40 na demacro e os 53 na capital.

    Primeiro semestre de 2025

    A cidade de São Paulo registrou 29 casos de feminicídio ente os meses de janeiro e maio deste ano. É o maior número registrado em um primeiro semestre desde que o Brasil passou a tipificar o crime.

    O crime de feminicídio começou a ser contabilizado em 2015, após a publicação da Lei do Feminicídio. A lei federal considera feminicídio quando um assassinato envolve violência doméstica e familiar, e menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima. De acordo com a legislação, o crime ainda é classificado como homicídio qualificado.

    Violência contra a mulher em SP

    No último sábado (29), uma mulher de 31 anos foi atropelada e arrastada por um veículo na Marginal Tietê, na região da Vila Maria, na zona Norte de São Paulo.

    Em imagens obtidas pela CNN Brasil, é possível observar a vítima andando na rua com um homem, já identificado como suspeito, por volta das 6h20.

    A dupla sai do ângulo da câmera de segurança e, 30 segundos depois, a câmera flagra o grave atropelamento. O motorista não só atropela, mas passa por cima da mulher com o carro Volkswagen Golf e a arrasta pela rua.

    O suspeito foi identificado como Douglas Alves da Silva, de 26 anos, e foi preso na noite de domingo (30). Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), teve a intenção de atropelar e matar a vítima

    A vítima teve as duas pernas amputadasabaixo da linha do joelho, em decorrência da tentativa de femicídio. Após o atropelamento, ela foi socorrida e encaminhada em estado grave ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, com ferimentos aparentes no rosto e na região inferior do corpo.

    Em outro caso, um homem fugiu apósatirar por pelo menos seis vezes, e usando duas armas, contra sua ex-companheira em uma pastelaria em que ela trabalhava no Jardim Fontalis, na zona Norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (1).

    A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão temporária de Bruno Lopes Fernandes Barreto, apontado como o autor da tentativa de feminicídio. Segundo informações obtidas pela CNN Brasil, o crime teria acontecido após o atirador descobrir que a vítima estaria em um relacionamento com outra mulher há cerca de um mês.


    Por: CNN