Trump: rejeitado por 66% dos americanos, aliado de Flávio tem pior aprovação da carreira

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta menor aprovação da carreira política de Trump enquanto Abin alerta sobre pressão dos EUA nas eleições brasileira

Trump: rejeitado por 66% dos americanos, aliado de Flávio tem pior aprovação da carreira
Flávio Bolsonaro com Trump - Flávio Bolsonaro e Donald Trump - Foto: Divulgação

A popularidade de Donald Trump chegou ao pior momento de sua trajetória política. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (21) mostra que apenas 32% dos americanos aprovam o segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, enquanto 66% desaprovam sua atuação na Casa Branca.

O resultado representa a menor aprovação registrada por Trump ao longo de sua carreira política e revela desgaste em áreas consideradas centrais para o eleitorado americano, principalmente a economia e o custo de vida.

O levantamento também aponta perda de apoio entre os próprios republicanos. A aprovação do presidente dentro do partido caiu de 82% para 73%, segundo a comparação com a pesquisa anterior.

A queda ocorre enquanto Trump mantém uma agenda internacional marcada por disputas e pressões envolvendo outros países, incluindo o Brasil. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou o governo federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre uma escalada de pressão dos Estados Unidos relacionada ao processo eleitoral brasileiro.

Custo de vida derruba avaliação do governo

Entre os principais fatores que explicam a queda de Trump está a percepção dos americanos sobre a economia. Apenas 17% dos entrevistados aprovam a forma como o presidente conduz a questão do custo de vida, considerada uma das maiores preocupações para as eleições de meio de mandato.

A insatisfação aumentou inclusive entre eleitores republicanos. Pela primeira vez, segundo a pesquisa, os integrantes do partido que desaprovam a condução de Trump sobre o tema superaram os que aprovam, com 51% contra 44%.

O cenário econômico também passou a ser afetado pela alta nos preços dos combustíveis após o início da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro, segundo o levantamento.

Além do custo de vida, a avaliação do presidente piorou em temas como economia, política externa e imigração.

Nos Estados Unidos, a pesquisa foi realizada pela Ipsos em parceria com a Reuters por meio de entrevistas on-line com 1.277 adultos em todo o país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Revista Fórum