'Futebol sempre viveu sem bets', diz ministro dos Esportes; governo planeja se reunir com clubes para discutir medidas
Objetivo do encontro é calcular os impactos da proibição das apostas no futebol. Sites e aplicativos de bets deverão sair do ar até 6 de outubro.
Em meio à reação negativa dos clubes brasileiros a Medida Provisória que proibiu as bets no país, o governo federal planeja uma reunião com representantes dos times para entender as demandas abertas com o corte dos sites de apostas. A previsão é de que o encontro aconteça na próxima semana.
Apesar do valor expressivo, Paulo Henrique afirma que "o futebol sempre viveu sem as bets".
O clube carioca recebe R$ 268,5 milhões por temporada de um site de apostas. O Fluminense, que recebe R$ 52 milhões no mesmo padrão de contrato, defendeu um "período de transição adequado".
A MP que proíbe sites e aplicativos de quota fixa foi publicada na sexta-feira (25) e estabelece que as empresas devem sair do ar até o dia 6 de outubro. Os apostadores têm até o dia 5 de outubro para resgatar o saldo restante nas plataformas.
O mesmo prazo valerá para a retirada de peças e ações de publicidade e remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Antes da confirmação da proibição, as empresas de apostas on-line pressionaram os clubes com notificações sobre a possibilidade de rescisão dos contratos.
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Governo anuncia proibição das bets no Brasil 3 anos após ter regulamentado as empresas de apostas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Explorar ou operar as chamadas 'apostas de quota fixa', por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.
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