Desemprego no Brasil cai para 5,1% em dezembro e renova mínima histórica

Renda média bate recorde na comparação anual, chegando a R$ 3.560 antes os R$ 3.368 de 2024

Desemprego no Brasil cai para 5,1% em dezembro e renova mínima histórica
População ocupada também bate recorde, chegando a 103 milhões de pessoas em dezembro ante 101,3 milhões em 2024 — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desemprego caiu mais uma vez no Brasil, chegando a 5,1%, o menor patamar já alcançado desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), em 2012. O número, que representa um mercado de trabalho ainda resiliente, apesar do nível elevado da taxa de juros, veio em linha com o esperado pelos analistas de mercado.

Com o resultado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, a taxa média anual de desocupação chegou a 5,6% em 2025, renovando o recorde de 2024, quando tinha chegado em 6,6%. Essa taxa chegou a alcançar 14% em 2021, como consequência da pandemia de Covid-19.

A população ocupada também bateu recorde, chegando a 103 milhões de pessoas no trimestre encerrado em dezembro ante 101,3 milhões em 2024, enquanto 5,5 milhões de pessoas tentavam encontrar um emprego.

"Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços", destacou a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy.

A renda média da população ficou em R$ 3.560, subindo levemente ante o trimestre encerrado em novembro (R$ 3.574), mas batendo recorde na comparação anual, ficando acima dos R$ 3.368 registrados em 2024.

Já a massa de rendimento chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, alcançando o maior valor anual da série, com alta de 7,5% em relação a 2024, quando ficou em R$ 336,3 bilhões.

Beringuy explica que esse aumento da renda tem relação com a expansão do emprego em atividades de serviços executados pela população de maior escolaridade, além do impulso de um aumento do salário mínimo.

"As atividades que mais expandiram a ocupação foram as de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, como também o grupamento formado pela administração pública, defesa, educação, saúde humana, seguridade social e serviços sociais. Essas atividades concentram contingentes de trabalhadores mais escolarizados, com vínculos mais formalizados e rendimentos mais altos", ressaltou.

Carteira e conta própria são recorde em 2025

Em 2025, os empregos com carteira alcançaram um nível recorde. Na comparação anual, o número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, com 1 milhão de pessoas a mais em relação a 2024.

Os trabalhadores por conta própria também chegaram ao maior nível da série, chegando a 26,1 milhões e crescendo em relação a 2024 (25,5 milhões).

Fonte: Globo.com