Sob Lula, confiança do consumidor e intenção de compras disparam, mostra Atlas/Bloomberg

Índice alcança maior nível da série; 76% esperam melhora da economia, 74% estão otimistas com a situação da família e 70% projetam avanço no emprego

Sob Lula, confiança do consumidor e intenção de compras disparam, mostra Atlas/Bloomberg
Sob Lula, confiança do consumidor e intenção de compras disparam, mostra Atlas/Bloomberg - Foto: Ricardo Stuckert

A confiança do consumidor brasileiro disparou no mais recente levantamento Latam Pulse, da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, e atingiu o maior patamar registrado na série apresentada pelo instituto.

De acordo com estudo divulgado nesta quarta-feira (14), o Índice de Confiança do Consumidor (Atlas-CCI) saltou de 101,2 pontos em agosto para 127,1 em setembro, avanço de 25,9 pontos em apenas um mês. No gráfico divulgado pelo instituto, que subtrai 100 dos valores originais para facilitar a visualização, o indicador sobe de 1,2 para 27,1.

O movimento é puxado principalmente pela melhora acentuada das expectativas para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas chegou a 150,1 pontos, enquanto o indicador referente à situação atual ficou em 94,9 pontos. O próprio Latam Pulse considera valores superiores a 100 como indicativos de satisfação ou otimismo.

Brasileiros esperam melhora da economia, emprego e renda familiar

Os dados detalhados ajudam a dimensionar a virada no humor econômico. 76% dos entrevistados acreditam que a situação do Brasil vai melhorar nos próximos seis meses, contra apenas 13% que esperam piora.

O otimismo também aparece de forma contundente na vida cotidiana: 74% esperam melhora na situação econômica da própria família, enquanto apenas 8% projetam piora. Em relação ao mercado de trabalho, 70% acreditam que a situação do emprego vai melhorar, contra 10% que esperam deterioração.

A fotografia do presente ainda é mais desigual, mas também revela saldos positivos em áreas diretamente relacionadas à vida das famílias. 40% classificam a situação do emprego como boa, ante 36% que a consideram ruim. A situação econômica familiar também é avaliada como boa por 40%, contra 33% de avaliações negativas.

A percepção sobre a situação econômica geral do Brasil, por outro lado, continua majoritariamente negativa: 54% a classificam como ruim e 32% como boa.

Intenção de compras dá salto

Outro dado chama a atenção. A parcela dos brasileiros que pretende aumentar a compra de bens duráveis saltou de 32,5% em agosto para 49,1% em setembro.

Ao mesmo tempo, o grupo que prevê fazer menos compras despencou de 33,9% para 15,7%. Ou seja, enquanto no levantamento anterior havia praticamente um empate entre quem pretendia comprar mais e quem planejava consumir menos, agora a intenção de ampliar as compras supera em mais de três vezes a de reduzi-las.

O quadro coincide com um forte aumento das expectativas econômicas na reta final da disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O levantamento também mostra amplo respaldo a algumas das políticas adotadas pelo atual governo. A gratuidade de todos os medicamentos e itens do Farmácia Popular aparece como a medida mais bem avaliada, considerada um acerto por 89% dos entrevistados. Apenas 6% a classificam como erro. Na sequência aparece a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, aprovada por 84%.

A pesquisa ouviu 5.026 brasileiros adultos, por recrutamento digital aleatório, entre 3 e 8 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03663/2026.

Fonte: Revista Fórum