Governo do Amazonas e Ministério do Meio Ambiente apresentam resultados das ações de combate às queimadas
Governo do Estado reforçou operações de combate aos incêndios, fiscalização ambiental e monitoramento; número de eventos ativos de fogo caiu nos últimos cinco dias

O Governo do Amazonas e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima apresentaram, nesta quarta-feira (14/10), um balanço das ações integradas de prevenção e combate às queimadas e aos incêndios florestais no estado. A reunião ocorreu no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, e reuniu o ministro da pasta, João Paulo Capobianco, e o vice-governador Serafim Corrêa.
Durante o encontro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou dados indicando que o Amazonas registrou uma redução de 508 eventos ativos de fogo, em 9 de outubro, para 147, no dia 13. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou a importância de dar continuidade ao trabalho e reforçar a investigação criminal.
“Houve uma redução nos eventos de queimadas e incêndios; portanto, nós temos um movimento positivo e há o indicativo de redução de novos focos. É nítida a diferença e o resultado começa a aparecer; porém, não podemos utilizar isso para reduzir as ações. Ao contrário, precisamos intensificar as ações, e o novo passo agora é a investigação criminal.”, ressaltou o ministro.
O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, afirmou que a atuação conjunta dos governos estadual e federal é essencial para fortalecer o combate às queimadas e minimizar os impactos da fumaça sobre a população.
“Esse é um trabalho integrado do governo federal com o governo estadual, objetivando combater as queimadas que estão gerando uma qualidade de ar ruim e, por consequência, danos à saúde da população. Agradecemos ao governo federal por essa integração e vamos seguir em frente”, disse o vice-governador.
O Governo do Amazonas mantém ações integradas de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios florestais, por meio do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). As operações incluem o monitoramento de focos de calor, a fiscalização de ilícitos ambientais e o emprego de equipes especializadas em municípios afetados.
O combate aos incêndios também conta com reforço aéreo. Desde domingo (11/10), aeronaves do Governo Federal e do Governo do Amazonas atuam nas operações, incluindo seis aviões Air Tractor, utilizados no combate direto ao fogo, três helicópteros e uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira, ampliando a capacidade de resposta nas áreas atingidas.
Ações integradas
Entre as principais frentes de atuação está a Operação Amazonas+Verde, iniciada em maio de 2026, que reúne ações de combate aos incêndios, fiscalização de ilícitos ambientais e educação ambiental. A operação atua no enfrentamento imediato aos focos de incêndio em 33 municípios. Como parte do reforço operacional, foram entregues 20 novas viaturas, incluindo 17 picapes equipadas com kits de combate a incêndio, além de 453 equipamentos multimissão.
Outra frente é a Operação Tamoiotatá, iniciada em fevereiro deste ano, que antecipou as ações de campo para o período de estiagem e abrange 13 municípios. As equipes atuam na identificação e repressão de crimes ambientais, enquanto o Corpo de Bombeiros concentra esforços no combate direto aos incêndios.
O Ipaam também realiza operações de fiscalização, como a Região Metropolitana e a Alerta Fogo, com equipes direcionadas por dados de monitoramento, focos de calor e ocorrências identificadas em campo. O órgão utiliza drones e viaturas equipadas com internet via satélite para ampliar a capacidade de atuação em áreas com baixa cobertura de telefonia.
Na área operacional, o CBMAM ampliou sua presença permanente no interior, passando de 11 para 25 municípios com bases entre maio de 2025 e maio de 2026.
A corporação também aumentou seu efetivo de 692 militares, em 2019, para 1.651, em 2026. Entre 1º de junho e 13 de outubro deste ano, os bombeiros contabilizaram 3.625 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuaram no combate a 22.246 focos, sendo 4.564 na capital e 17.682 no interior. Cerca de mil servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação.
O Estado também contratou 153 brigadistas florestais por meio do Programa Floresta em Pé, para reforçar as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios, sob coordenação técnico-operacional do CBMAM e supervisão institucional da Sema.
Reforço nas medidas
Entre as medidas adotadas, o Governo do Amazonas estabeleceu um período proibitivo para o uso do fogo por 120 dias em todo o estado, conforme o Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, respeitadas as exceções previstas na legislação. Também instituiu o Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amazonas (PPCDQ), que reúne ações para reduzir o desmatamento, as queimadas e a degradação florestal.
No sábado (10/10), foi publicado o Decreto nº 55.751, que declarou situação de emergência, pelo prazo de 180 dias, nas áreas dos municípios afetados por incêndios florestais. A medida busca fortalecer as ações de prevenção, monitoramento e combate ao fogo, além de reduzir os impactos ambientais e os danos à saúde da população.
A atuação integrada também envolve o acompanhamento dos efeitos da fumaça sobre a qualidade do ar.
Foto: Arthur Castro/Secom

